TheReviewGame
Savings. Continuity. Credibility. Read all three.
The Review é um jogo gratuito para aprender inglês para gestão e análise de contratos: o inglês de quem abre a pasta antes de qualquer reunião. Run-rate, cost avoidance, off-contract spend, notice period, evergreen clause, take-or-pay. Você assume como Contract Manager da Vantera Industries com 8 contratos em andamento e, a cada dia, um deles chega no chat como dossiê: a tabela de gastos, a nota da operação e o e-mail do fornecedor. Três colegas perguntam o que você leu, e o CFO pede a recomendação em uma linha.
Ler o número não é ler o contrato
Quase todo profissional de contratos consegue ler um contrato em inglês com dicionário ao lado. O que trava é o passo seguinte: transformar a leitura em uma recomendação que sobreviva à pergunta do diretor, em inglês, com o número e a operação na mesma frase. Dizer “the price went up” quando o certo é “the index moved, the premium didn’t”. Chamar de economia o que é cost avoidance. Deixar passar um notice period e descobrir que o contrato se renovou sozinho por dois anos.
É esse inglês que está nas cartas. E tem uma regra escondida no baralho, que é a tese do jogo: o erro é decidir por uma lente só. A tabela manda recolocar o contrato em concorrência; a nota da operação avisa que não existe segundo fornecedor qualificado e que qualificar um leva quatro meses. Quem lê os dois chega a uma recomendação que se sustenta. Quem lê um só chega a uma opinião, e ela custa medidor.
Por isso a opção errada da carta final quase sempre ganha um medidor e afunda outro. Ela é ótima para quem só viu a planilha, ou só ouviu a fábrica. Nunca para quem leu a pasta inteira.
A pasta: o que chega antes da pergunta
Cada contrato entra na conversa como um arquivo compartilhado, com três documentos curtos — nenhum passa de uma tela de celular. É o formato de uma revisão de carteira de verdade, e é o que o jogo treina você a ler rápido.
- A tabela — valor anual contra plano, variação, preço unitário contra benchmark de mercado, participação do fornecedor, data de vencimento.
- A nota da operação — meia dúzia de linhas de quem usa o serviço: disponibilidade, o que quebra, se existe alternativa qualificada e em quanto tempo.
- O e-mail do fornecedor — a proposta como ela chega, com a cláusula citada: renovação automática, prazo de aviso, reajuste, auditoria, mudança de controle.
Os números dos três documentos batem entre si de propósito, e a resposta certa quase nunca está em um deles sozinho. Se quiser levar o formato para o seu trabalho, ele está montado passo a passo em como apresentar uma revisão de contratos em inglês, com apresentação modelo em três níveis e áudio.
Os 8 contratos da carteira
Nenhum deles é um caso de escola. Cada um tem uma armadilha diferente, e várias delas são as que mais aparecem numa carteira real.
- Northgate Logistics — frete rodoviário que renova sozinho em 30 dias, com uma rota sem segunda transportadora.
- Ferro Steel Supply — aço com preço indexado, prêmio acima do mercado e pedido de compromisso de volume.
- Meridian Facilities — facilities em três sites, faturando 450 mil a mais que o contrato em extras pedidos por WhatsApp.
- Apex Maintenance — manutenção com relatório de economia que o financeiro não encontra e 212 horas de parada.
- Kestrel Staffing — mão de obra temporária com margem de 43% e onze pessoas temporárias há mais de um ano.
- Orbis Packaging — embalagem mais barata por unidade e um galpão cheio, em contrato sem data de fim.
- Sentinel Systems — controle de acesso com fim de vida anunciado, aquisição a caminho e oferta de cinco anos.
- Bluewater Energy — energia entre preço fixo e flutuante, com um turno novo e retirada mínima de 90%.
Quem pergunta do outro lado
Quatro interlocutores, e cada um cobra uma leitura diferente do mesmo contrato. Eles falam com voz, e você pode tocar em qualquer palavra da fala para ver a tradução sem sair do jogo.




Os 32 termos que você treina
Um baralho por lente. Dá para treinar uma leitura de cada vez — financeira, operacional, cláusulas e prazos, estratégia de renovação — antes de encarar a revisão da carteira inteira, que embaralha as quatro com risco real.
Financial Reading
- run-rate — ritmo de gasto: o quanto você vai continuar gastando se nada mudar — separa o problema de preço do problema de volume
- indexation — indexação: preço atrelado a um índice público; a parte negociável é o prêmio por cima, nunca o índice
- off-contract spend — gasto fora do contrato: compras feitas do mesmo fornecedor sem passar pela tabela acordada, onde a maior parte do orçamento vaza
- cost avoidance — custo evitado: um aumento que você recusou, não uma redução — é real, mas nunca aparece no resultado contábil
- markup — margem aplicada: o percentual que a empresa acrescenta sobre o custo direto, e o único número comparável com o mercado
- working capital — capital de giro: o dinheiro parado em estoque em vez de em caixa — é onde o desconto por unidade costuma se desfazer
- recurring cost — custo recorrente: a linha que volta todo período, e que num contrato de assinatura importa mais que o preço de entrada
- fixed versus floating — preço fixo ou flutuante: quem carrega o risco de mercado, o fornecedor ou você
Operational Reading
- single point of failure — ponto único de falha: a dependência sem alternativa — ameaçar sair de onde não se pode sair não é alavanca
- allocation — cota de fornecimento: a fatia da capacidade do fornecedor reservada para você; sem cota livre no concorrente, o volume não é ameaça
- roster — escala de pessoal: quem deveria estar em cada turno — só protege se houver registro de presença conferido contra a fatura
- mean time to repair — tempo médio de reparo: da falha até voltar a funcionar, peça incluída — o fornecedor que só mede a chegada do técnico bate a meta e você perde as horas
- fill rate — taxa de atendimento: quantas das vagas pedidas foram efetivamente preenchidas; a diferença você paga em hora extra
- lead time — prazo de entrega: do pedido até a chegada — prazo longo obriga estoque alto, por isso é a causa a atacar antes do lote mínimo
- end-of-life — fim de vida útil: a data após a qual não há mais peça, correção nem suporte; define o prazo da migração, não o fornecedor dela
- demand charge — tarifa de demanda: cobrada pelo pico de consumo, não pelo total — quem controla esse número é a operação, não a tarifa
Terms & Timing
- notice period — prazo de aviso prévio: a antecedência para impedir a renovação automática; perder essa data renova o contrato sozinho
- volume commitment — compromisso de volume: o mínimo que você paga usando ou não, com multa sobre a diferença se não alcançar
- termination for convenience — rescisão imotivada: o direito de encerrar sem precisar provar culpa, só avisando
- benchmarking clause — cláusula de comparação de mercado: o direito de testar os preços do fornecedor durante o contrato, e ajustá-los se estiverem fora
- conversion fee — taxa de efetivação: o que se paga para contratar diretamente um profissional da agência — negocia-se em escala decrescente até zero
- evergreen clause — cláusula de renovação indefinida: contrato sem data de fim, e portanto sem momento natural de revisão
- change of control — mudança de controle acionário: o que acontece quando o fornecedor é vendido; escrita como direito de rescisão protege você, escrita como aviso protege ele
- take-or-pay — compromisso de retirada mínima: você paga o volume contratado mesmo sem consumir
Renewal Strategy
- dual-source — qualificar um segundo fornecedor: o movimento que transforma dependência em negociação
- extend — estender: manter o fornecedor reescrevendo as condições que importam — não é o mesmo que renovar como está
- consolidate — consolidar: juntar contratos dispersos sob um só, pelo controle que isso dá, não pelo desconto de vitrine
- rebid — recolocar em concorrência: só funciona quando existe mercado capaz de absorver o volume
- insource — internalizar: trazer para dentro o que vinha de fornecedor, tipicamente quem já é permanente em tudo menos na nota fiscal
- renegotiate — renegociar: reabrir os termos com o mesmo fornecedor quando o custo está nas condições, e não no preço
- transition plan — plano de transição: a sequência que permite trocar de fornecedor sem parar a operação — é o que torna a concorrência segura
- lock in — travar preço: fixar por um prazo o que você não controla, mantendo em aberto a parte que ainda pode crescer
Como funciona
Três medidores reagem a cada escolha, cada um com sua própria regra de fim de jogo. Savings chegando a zero significa que a revisão custou mais do que devolveu, e acaba na hora. Continuity abaixo de 30 duas vezes (não importa quando) e a operação para de deixar você perto do que é crítico. Credibility abaixo de 20 por dois turnos seguidos, ou três dos últimos cinco, e o CFO para de ler as suas recomendações até o fim — e recomendação que não é lida não existe.
Leve os três acima de 70 ao mesmo tempo e você vira Head of Procurement. Quem chega lá entra no ranking: vence quem precisa de menos dias, e o tempo de relógio desempata. É o mesmo cargo com que começa o The Renewal, de propósito: a carreira continua lá, na mesa de negociação.
Para turmas, treinamento e aula in-company
Se você dá aula para uma turma de compras, contratos ou jurídico, a pasta resolve o problema mais chato de aula de inglês de negócios: o insumo. Cada contrato é um texto autêntico e curto, com tabela, nota e e-mail — três registros diferentes na mesma tela. Projete um contrato, dê dois minutos de leitura e peça a recomendação em uma frase antes de revelar a consequência. Em duplas, mande um aluno defender a leitura financeira e o outro a operacional, e deixe a discordância acontecer. Como tarefa, peça a partida inteira e use o relatório que chega por e-mail como pauta.
O que a turma leva para o trabalho não é a lista de 32 termos. É ter sentido, com consequência na tela, que uma recomendação construída sobre metade da evidência costuma ser a que parece mais óbvia.
Do jogo para a revisão de verdade
Recomendar bem para um CFO fictício é divertido. Sustentar a recomendação em inglês quando o diretor interrompe no meio, pergunta quanto custa esperar e por que não recolocar em concorrência, é outra coisa — e é isso que a gente treina nas aulas da Lingualize: os seus contratos, os seus números, com alguém do outro lado fazendo as perguntas difíceis.
Falar sobre inglês para contratos →
Se você quer o passo a passo escrito, comece por como apresentar uma revisão de contratos de TI em inglês ou pelo guia de inglês para contratos. Depois de ler e recomendar, a mesa é no The Renewal. Se o seu mundo é mais reunião de resultado que carteira de contratos, o The Dividend Game faz o mesmo com vocabulário financeiro. Tudo isso e mais nas ferramentas gratuitas da Lingualize.
Perguntas frequentes
Preciso de cadastro para jogar?
Não. O jogo roda inteiro no navegador, sem login e sem custo. E-mail só é pedido em duas situações opcionais: para entrar no ranking e para receber o relatório da partida.
Qual a diferença entre o The Review e o The Renewal?
O momento do trabalho. No The Review você está na escrivaninha, antes de qualquer conversa: lê a pasta do contrato, cruza o número com a operação e recomenda ao CFO. No The Renewal o fornecedor já está na linha e você negocia. Vocabulário diferente, mesma empresa fictícia e os mesmos colegas — quem joga os dois na ordem faz o caminho inteiro, da leitura à mesa.
Que inglês eu aprendo aqui?
32 termos de leitura e análise de contrato, em quatro frentes: financeira (run-rate, cost avoidance, off-contract spend, working capital), operacional (single point of failure, lead time, fill rate, mean time to repair), cláusulas e prazos (notice period, evergreen clause, take-or-pay, change of control) e estratégia de renovação (extend, renegotiate, rebid, consolidate, insource, dual-source). Cada termo chega dentro de uma decisão, e a explicação vem logo depois da sua escolha.
O que é a pasta que aparece no chat?
É o dossiê do contrato, e é o que torna este jogo diferente dos outros da casa. Cada um dos oito contratos chega com três documentos curtos: a tabela com os números, a nota de quem opera o serviço e o e-mail do fornecedor com a cláusula citada. As quatro perguntas seguintes são sobre o que está ali. Dá para tocar em qualquer palavra da pasta e ver a tradução.
Serve para quem trabalha com o quê, exatamente?
Gestão de contratos, compras e procurement, strategic sourcing, supply chain, contract lifecycle management, jurídico contratual, FinOps e finanças que aprovam renovação. Se você já precisou explicar a um diretor por que um contrato deve ser estendido em vez de recolocado em concorrência, o vocabulário é o seu.
Qual nível de inglês eu preciso ter?
É o degrau acima do The Renewal: inglês profissional de B2 em diante, com boa parte das cartas em C1. A razão é o formato — há texto para ler antes de responder, e é assim mesmo que um contrato chega. Qualquer palavra, na pasta ou na conversa, mostra a tradução ao toque.
Dá para usar em turma, treinamento ou aula in-company?
Dá, e a pasta ajuda bastante. Projete um contrato, dê dois minutos para a turma ler os três documentos e peça a recomendação em uma frase, em inglês, antes de revelar a consequência. Funciona também em duplas, com os alunos defendendo leituras diferentes do mesmo dossiê — que é exatamente a discussão que o jogo quer provocar. Gratuito, sem instalação e sem cadastro.
Como se vence o jogo?
Levando Savings, Continuity e Credibility acima de 70 ao mesmo tempo, e aí o CFO te entrega compras: você vira Head of Procurement, que é o cargo em que o The Renewal começa. Não existe roteiro fixo, e as cartas de cada contrato vêm sempre na ordem de leitura: número, operação, cláusula, recomendação.
Como se perde o jogo?
De três jeitos. Savings chegando a zero significa que a revisão custou mais do que devolveu, e acaba na hora. Continuity abaixo de 30 em dois momentos quaisquer e a operação para de deixar você perto do que é crítico. Credibility abaixo de 20 por dois turnos seguidos, ou três dos últimos cinco, e o CFO para de ler as suas recomendações até o fim. Um erro isolado não mata: o que custa o cargo é a leitura enviesada repetida.
As perguntas cobram definição de termo?
Não. Toda carta é uma decisão com consequência nos três medidores, nunca “o que significa X”. E a carta final de cada contrato tem uma armadilha proposital: a opção errada costuma ser excelente por uma das lentes e desastrosa pela outra. Recomendar bem exige ter lido as duas.
Como funciona o ranking?
Só entra quem chega a Head of Procurement. O critério é o menor número de dias até a promoção; empate desempata pelo menor tempo de relógio. Para registrar a posição é preciso deixar nome e e-mail, e jogar continua livre e anônimo.