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AVC em inglês: o vocabulário do atendimento

Por Dr. Micael JardimAtualizado em setembro de 2026Leitura ~10 min
Inglês ProfissionalB1B2
Resposta rápida

AVC é stroke. No atendimento agudo, a pergunta que organiza tudo é time of onset — e a resposta correta não é quando alguém notou, é last seen well. O resto do inglês do AVC é curto de propósito: frases telegráficas, porque cada minuto tem custo neurológico.

O AVC é o caso em que o inglês clínico mais se afasta do inglês de curso. Não há subordinada, não há cortesia, não há would you mind. Há substantivo, número e horário — e quem tenta montar frases completas atrasa a equipe.

FAST: o protocolo que virou vocabulário

A sigla que o público leigo aprende em campanha e que a equipe usa como atalho. Vale saber as quatro palavras porque elas aparecem na fala de todo mundo — inclusive do acompanhante:

LetraEm inglêsO que se observa
FFace droopingqueda de um lado do rosto — facial droop
AArm weaknessfraqueza ou queda do braço
SSpeech difficultyfala arrastada ou ausente
TTime to call emergency serviceso horário é o dado mais valioso

A pergunta que organiza o atendimento

Last seen well
  1. Time of onset é o horário em que os sintomas começaram — e frequentemente ninguém viu.
  2. Por isso a pergunta real é when was she last seen well?: o último momento em que a pessoa estava comprovadamente normal.
  3. É esse horário que abre a janela terapêutica, não o horário em que alguém encontrou o paciente.
  4. Caso clássico: acordou com o déficit. Aí last seen well é a hora de dormir — e isso muda a conduta inteira.

O vocabulário do agudo

Em inglêsO que é
strokeAVC — o termo leigo antigo é a stroke mesmo; CVA aparece na documentação
ischaemic / haemorrhagicisquêmico / hemorrágico (grafia britânica; nos EUA, ischemic)
TIAataque isquêmico transitório — mini-stroke, na fala do paciente
weaknessfraqueza — right-sided weakness
numbnessdormência
facial droopqueda facial
slurred speechfala arrastada
aphasia / dysphasiaperda ou dificuldade de linguagem
dysphagiadificuldade de deglutição — cuidado: parecidíssimo com o anterior
blood thinnersanticoagulantes, na fala com leigo
thrombolysis / clot-busting drugstrombólise / o termo que se usa com a família
mimiccondição que imita AVC (hipoglicemia, crise convulsiva)

Um par merece atenção redobrada: dysphasia (linguagem) e dysphagia (deglutição) diferem por uma letra e apontam para condutas completamente distintas. Na fala, a distinção é sutil demais para confiar — por isso muita equipe diz swallowing problems em vez de dysphagia.

Um stroke call no pronto-socorro. Repare no ritmo: perguntas de duas palavras, respostas sem verbo. Repare também que o médico pergunta a glicemia — porque a hipoglicemia é o mimic mais comum e é preciso excluí-la antes de qualquer coisa. Toque em qualquer palavra para ver a tradução.

💡 Toque em qualquer palavra para ver a tradução.

. .

Nurse Bell , . , .

Dr. Ruiz ?

Nurse Bell . .

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Dr. Ruiz ?

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Dr. Ruiz ?

Nurse Bell . .

Dr. Ruiz . ?

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Dr. Ruiz . . ?

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Dr. Ruiz . .

Examinar: as ordens curtas

O exame neurológico em inglês é feito com imperativos simples. Nada de could you please — o paciente com déficit de linguagem precisa da instrução mais curta possível, e muitas vezes acompanhada do gesto.

Depois do agudo: a reabilitação

Em inglêsO que é
rehabilitation / rehabreabilitação
physiotherapy (UK) / physical therapy (US)fisioterapia
occupational therapyterapia ocupacional
speech and language therapyfonoaudiologia
mobilitymobilidade — her mobility is improving
range of motionamplitude de movimento
to regainrecuperar — she's regained movement in her arm
independence / activities of daily livingindependência / atividades de vida diária
carer (UK) / caregiver (US)cuidador

Na reabilitação o registro muda completamente: volta a cortesia, volta o encorajamento, voltam as frases longas. You're doing really well. Let's try five more, and then we'll stop. É quase o oposto do inglês do chamado — e quem trabalha nos dois momentos precisa transitar entre eles.

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O inglês do AVC

Escolha a alternativa correta.

Pergunta 1 de 4
A pergunta que abre a janela terapêutica é: “ _____

Emergência se treina antes da emergência

Na aula, o chamado entra cronometrado: você recebe o caso e passa em inglês no ritmo real — que é onde a frase completa atrapalha e a frase curta salva.

Perguntas frequentes

Stroke ou CVA?
Stroke é o termo usado na fala, inclusive entre profissionais, e é o que o paciente e a família entendem. CVA (cerebrovascular accident) aparece sobretudo na documentação escrita e vem caindo em desuso.
Como explico trombólise para a família?
Evite o termo técnico de saída: “clot-busting drugs — medicine that breaks up the clot”. Depois nomeie: “it's called thrombolysis”. A ordem importa: primeiro a ideia, depois o nome.
Derrame se diz “spill”?
Não, em hipótese alguma — “spill” é derramar líquido. Derrame cerebral é stroke; se for especificamente hemorrágico, haemorrhagic stroke ou brain bleed na conversa com a família.
Por que o inglês do chamado é tão curto?
Porque é protocolo, não pressa mal-educada. Frases sem verbo e perguntas de duas palavras reduzem o tempo de transmissão e o risco de mal-entendido. Quem monta frases completas nesse momento está, na prática, atrasando a equipe.

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